A Minha Casa
Não Tem Dentro
António Jorge Gonçalves
A chave de A MINHA CASA NÃO TEM DENTRO encontra-se logo na frase que abre a novela (autobio) gráfica: «No dia 22 de fevereiro de 2016 – por causa de uma veia que rebentou no meu estômago – morri e regressei à vida, num acontecimento que atravessou espaço e tempo separando e unindo em simultâneo. Descrevê-lo com desenhos fez parte dessa viagem.» Esta narrativa faz-se numa sucessão vertiginosa de imagens (marcador sobre papel e aguarela) fortíssimas, duras, mas sobretudo oníricas, de sonho e pesadelo, que mergulham raízes no grande oceano do imaginário, dos mitos fundadores, das representações da morte, da infância, do desenho e da música, enfim, da criação.