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Goa, Ida e Volta 

Goa, Ida e Volta
ARTUR HENRIQUES

 

Ir à tropa não é o mesmo que ser um militar português em Goa e ser preso por atravessar as linhas do inimigo para ir comer um coelho à caçador. Viver durante a ditadura do Estado Novo não é o mesmo que dormir com um elemento feminino da polícia política. Ser publicitário não é o mesmo que fazer dupla com Ary dos Santos, Luís de Stau Monteiro ou Alexandre O’Neill.

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Auto-Retratos 

Auto-retratos
Paulo José Miranda

 

Não é por acaso que o novo título de Paulo José Miranda não tem capa, quer dizer de forma bruta que lhe interessa ir o mais rapidamente possível ao assunto: o poema. Uns quantos versos do auto-retrato 1 fazem a ponte com Exercícios de Humano e introduzem o assunto: «e tanto deus/para tão pouco humano/ateando fogo a todos os gestos ternos» e logo depois «haverá pouco/quem encontre nos escombros de um livro/o seu rosto nas mãos de outro». Se o livro anterior acolhia os ecos do exterior, este recolhe sinais mais íntimos. E os escombros de um livro podem bem compor um rosto.

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Quadro Mulher Sentada 

O Quadro da Mulher
Sentada a Olhar para o Ar com Cara de Parva e Outras Histórias
Luís Afonso

 

LUÍS AFONSO regressa com seis contos, que insiste em classificar como «estúpidos». Trata-se, pois claro, de inexactidão poética, pois são o oposto: inteligentes no processo narrativo, com uma linguagem fresca e despojada até ao osso, que constrói personagens únicas a partir de um agudo sentido de observação. O QUADRO DA MULHER  SENTADA A OLHAR PARA O AR COM CARA DE PARVA E OUTRAS HISTÓRIAS enquadra-se, isso sim, na longa tradição do absurdo. No caso, um absurdo bem-disposto. Ainda que, mal a poeira da gargalhada assenta, se solte um perfume amargo.

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MM 320x400 

REVISTA DE IMPRENSA
Os MÃO MORTA na narrativa mediática (1985-2015)
 
Selecção e prólogo de Adolfo Luxúria Canibal

 

De forma pouco convencional, ADOLFO LUXÚRIA CANIBAL resolveu mergulhar em 30 anos de recortes e deles retirar um conjunto (mais de 200 artigos, de mais de 100 autores) que traça uma biografia pouco autorizada dos MÃO MORTA. São mais de 350 páginas – que incluem ainda o portefólio fotográfico de José Pedro Santa Bárbara e 3 desdobráveis com memorabilia – que traçam um retrato muito peculiar, não apenas da mítica banda, mas também do panorama musical ao longo destes anos, com as suas modas, palcos e publicações. E, claro, nas entrelinhas, algo fica do país que fomos sendo.

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dejavu 

DÉJÀ VU
ANDRÉ CARRILHO, prefácio e  legendas de Ferreira Fernandes
 

Antologia de cartoons de um dos mais prestigiados, premiados e internacionalizados autores de desenho de imprensa, que em Portugal publica, sobretudo, no Diário de Notícias. Nenhum momento importante, assunto premente ou personalidade notável dos últimos anos escapou ao seu olhar mordaz.

«Um dia, o jornal francês Libération perguntou a escritores de todo o mundo: «Porque escreve?» A melhor resposta foi a do português Lobo Antunes: «Porque não sei dançar como Fred Astaire.» Porque estou eu aqui a prefaciar? Plagio: porque não sei desenhar como André Carrilho. É tão mais fácil explicar as coisas com dois rabiscos – basta ter um imenso talento.  Como não tenho, continuo por meras palavras. Em 1974, em vésperas do nosso 25 de Abril, Salvador Puig Antich, militante anarquista espanhol, foi morto pelo regime franquista.

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TAP 3d 320x430 

TAP PORTUGAL:  IMAGEM DE UM POVO
Identidade e design da Companhia Aérea Nacional
AUTORES VÁRIOS

 
A exposição Tap Portugal: Imagem de um Povo perpetua-se para memória futura através da presente publicação. Além de incluir várias perspetivas da exposição e uma seleção representativa dos objetos expostos, organizados nos respetivos núcleos, o resultado é muito mais do que um catálogo. Convidámos destacados especialistas, de diferentes formações e percursos profissionais, a partilharem o seu olhar sobre a TAP . Damos a conhecer a dimensão, o significado e a história da TAP , tal como valorizámos o trabalho dos nossos designers, artistas e agências de publicidade que muito contribuíram com a sua criatividade e visão para a identidade da TAP e para a consolidação da imagem de um povo, e do seu país, além-fronteiras.

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