Confissoes

O ARQUIVO DAS CONFISSÕES
Bernardo Vasques a Inveja

 

Carlos Morais José

 

Terão alguns jesuítas de Macau criado no século XVI um secreto Arquivo das Confissões para melhor estudarem os meandros das almas dos crentes e assim adquirirem uma compreensão mais vasta da natureza humana? O que terá levado esses homens a cometer tão grande pecado e arriscar penas eternas? No início do Século XIX, um padre católico permite a leitura de uma dessas confissões a pastor protestante, em troca de uma garrafa de aguardente, numa taberna do cais de Singapura.

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UMA MANCHA CHAMADA BERLIM

UMA MANCHA CHAMADA BERLIM e outros contos
Ricardo Ben-Oliel

 

«Não herdamos apenas um património genético, também herdamos memórias: as que nos estruturam e suportam como grupo; as que afirmam a individualidade de cada um. E herdamos feridas, algumas abertas, que insistem em não cicatrizar, outras fechadas, mas que teimamos em não esquecer. Como explicar a passividade de Deus perante Auschwitz, Treblinka, Dachau, Buchanwald, Theresienstadt, Solibor, etc. […]

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Tossan

Tóssan
Jorge Silva

 

«Tóssan era o humorista total, o poeta do absurdo, o declamador de memória prodigiosa, o incrível conviva que reinava em jantares e festas, desfiando ininterruptamente histórias fantásticas que muitas vezes eram apenas episódios da sua vida real, o eterno apaixonado pela infância, que brindava as crianças, que não teve, com jogos desenhados e papéis recortados.

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penumbra

Privilégio de Penumbra (Pessoana)
Felipe Benítez Reyes

 

Compilação de vários poemas, de distintas épocas, que revisitam Lisboa e Fernando Pessoa, afinal a sua cidade, mas que se fez todas as cidades, em correspondência com as de tantos outros criadores ou filósofos. Um dos mais conceituados poetas espanhóis contemporâneos, há muito fascinado com a obra de Pessoa, percorre as ruas e os tempos e os versos em busca do que nos define, a cada um, nos dias de hoje. «Esta cidade, enfim, não a contemplas: lê-la/ na caligrafia oblíqua de Pessoa.» Navegar é preciso.

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apaga

Apaga Tudo, Não Esqueças Nada
Lisa Santos Silva

 

Como nasce uma artista? Que momentos definem um destino, uma identidade? Esta pequena novela não procura respostas, apenas narrar o percurso de uma mulher que perdeu a pátria maior da infância na voragem da guerra colonial. E se viu obrigada a crescer, para além do bem e do mal. Com a precisão e o fulgor, tantas vezes intenso, da sua pintura, Lisa Santos Silva mistura autobiografia e reflexão para nos fazer experimentar os momentos fundadores das muitas vidas que teve. E do papel da arte em cada uma.

 

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Intimidade

As Lições da Intimidade
Luis García Montero
Trad. Nuno Júdice

 

«Nascido em Granada em 1958, Luis García Montero pertence à primeira geração que se afirma depois da revolução constituída pelos «nove novíssimos» da antologia de José María Castellet. publicada por Barral Editores em 1970, de onde se destacam os então jovens Félix de Azúa, Pedro Gimferrer, Vicente Molina-Foix, Guillermo Carnero, Ana María Moix e Leopoldo María Panero. Este conjunto de poetas apontavam já no sentido da libertação da poesia do pós-guerra, sinalizada pelos limites de expressão do franquismo, e adoptavam um tom culturalista a que se juntava um referente cosmopolita que abria o seu universo ao exterior, nesse tempo ibérico de uma década de setenta ainda condicionada por barreiras políticas e ideológicas.

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sono

O Sono Desliza Perfumado – Publicidade Ilustrada
Jorge Silva

 

«Pedaços de uma História da publicidade comercial sem princípio, meio e fim, revelam a vitalidade da ilustração portuguesa, a partir dos muitos milhares de páginas impressas que sustentaram os sonhos dos leitores e a independência de revistas, jornais e almanaques. Numa relação estreita com o jornalismo e as notícias, a publicidade sempre foi uma outra maneira de contar o Mundo. A viagem percorre, a alta velocidade, as primeiras seis décadas do século vinte, visitando anúncios que, se hoje nos fazem sorrir ou indignar, foram espelho fiel do seu tempo, cúmplices e motor do progresso tecnológico dos meios de reprodução, do desenvolvimento do comércio, indústria e cultura. Designers, pintores, ilustradores e arquitetos deram o melhor do seu talento à publicidade. Desenhada por mestres que amamos ou por artífices anónimos perdidos no tempo, passa por aqui alguma da melhor ilustração do século vinte. A seleção termina em 1972.»

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Tratado
Luís Carmelo

 

«Houve um tempo em que, por razões profissionais e outras, todos os anos regressava a um certo número de livros. Repetia essas pe­regrinações disciplinadamente.
Cada um desses livros, para além do seu uso funcional, passou a ser recordado e evocado do mesmo modo que uma pessoa recorda e evoca uma casa de férias a que regressa todos os anos.
Sem dar por isso, esses livros foram criando efabulações próprias que nada tinham que ver com o conteúdo (geralmente teórico) que neles se anunciava e congeminava.
Os poemas que se publicam neste livro resultam da trasfega do imaginário informe criado, de modo autónomo e livre, por essas efabulações.»

 

Da Introdução

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K meninas 320x420

Histórias para meninas distraídas
Liliana S. Ribeiro


«1. Este livro quer ser lido com vagar, devagar.
(…)
6. Meninas distraídas precisam de varandas para aprender a ver de novo.
7. Este livro tem varandas por onde se pode olhar.
8. Este livro tem varandas em que nos podemos debruçar.
9. Este livro deve ser lido com cuidado, é perigoso; faz-nos ficar com músicas na cabeça durante dias a fio.
10. Este livro também tem portas e janelas para olhar para as palavras.
11. Este livro é perigoso; abre abismos sobre as palavras, obriga a ver pela primeira vez.
(…)

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Não é grave ser português
João Rios

 

 

Tendo-se verificado a falência dos bigodes e a galopante erosão do bronze das estátuas descobriu-se na lusa história um outro maná de verso farto. Uma visão punk e em verso de alguns episódios da História de Portugal. Para contar aos pequenitos.

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UnaPiccolaStoriaDamore

UNA PICCOLA STORIA D’AMORE
Rafael Bordalo Pinheiro e Maria Visconti
Isabel Castanheira

 

A obra do criador não é imune às suas paixões, e ninguém poderá compreender a arte de Picasso, sem atender à influência das suas amantes, como a célebre Marie-Therese Walter. Rafael, não foi tão longe, mas há uma mulher no seu caminho, uma jovem e bela atriz italiana, de seu nome Maria Visconti, por quem se deslumbrou, e de quem nos deixou um busto que registou a sua beleza para memória futura. Isabel Castanheira foi à procura dos amantes, e descobriu cartas de amor e outros papéis esquecidos no pó dos museus, que lançam uma curiosa luz sobre este autor, com revelações que irão surpreender os seus leitores. A autora não fez esta viagem sozinha e contou com a companhia de Miguel Macedo, designer gráfico de qualidade reconhecida, docente na ESAD, de imaginação fértil e traço seguro a honrar a memória do mestre.

 

Obra de qualidade gráfica ímpar e profusamente ilustrada.

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cacadores

A FESTA DOS CAÇADORES
Henrique Manuel Bento Fialho

 

Recolha de contos pautados por três ambientes distintos. Num primeiro momento, sobressaem a infância e a adolescência em ambiente rural. Num segundo momento, a deslocação para a cidade e o desenraizamento. Por fim, o regresso às raízes. Mas já nada é como era. O humor, por vezes picaresco, dá lugar a um absurdo marcado pela deriva e pela solidão. As personagens destes contos são comuns, quotidianas, instigam-nos a descobrir o que possa haver de invulgar por detrás da sua aparente vulgaridade. Pode ainda ser lido como romance fragmentário em torno da primeira geração nascida no pós 25 de Abril.

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O PROCESSO DE CAMILO

Carlos Querido

 

Acusado do crime de adultério, Camilo Castelo Branco esteve preso na cadeia da Relação do Porto entre 1 de outubro de 1860 e 16 de outubro de 1861: durante 383 noites, como declara nas Memórias do Cárcere. Numa outra cela encontrava-se Ana Plácido.

 

O processo questiona a justeza da criminalização do amor, mesmo quando leva à perdição dos amantes, mas a sociedade da época manifesta apoio maioritário ao marido traído. Nas cartas desesperadas que escreve na prisão o escritor exprime poucas dúvidas sobre a condenação final.

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AMORES (IM)POSSÍVEIS

Sacas Amores (Im)Possíveis

Inês Meneses

 

O amor não costuma dar-nos grande hipótese de escolha: primeiro sorrimos, muitas vezes choramos e passado algum tempo acabamos a rir do que vivemos (se tivermos capacidade para isso). Olhar para este livro é como olhar para o registo de uma conta bancária e perceber os movimentos. Será para rir ou chorar?

Vários anos no Facebook deram estas frases que são quase mini-contos. Em muitos casos conseguimos ver o romance todo. Ou o fim dele...

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AMORES (IM)POSSÍVEIS

Inês Meneses

 

O amor não costuma dar-nos grande hipótese de escolha: primeiro sorrimos, muitas vezes choramos e passado algum tempo acabamos a rir do que vivemos (se tivermos capacidade para isso). Olhar para este livro é como olhar para o registo de uma conta bancária e perceber os movimentos. Será para rir ou chorar?

Vários anos no Facebook deram estas frases que são quase mini-contos. Em muitos casos conseguimos ver o romance todo. Ou o fim dele...

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POETAS PORTUGUESES DE
AGORA
Lisbon Poetry Orchestra

Livro + 2 CD

 

A Lisbon Poetry Orchestra é um coletivo multidisciplinar formado por um núcleo de quatro músicos a que se juntaram quatro vozes e que convidam outros artistas para celebrar e interpretar a poesia numa viagem verdadeiramente única à descoberta e reinvenção da palavra dita.

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cair

Cair para dentro

Valério Romão

 

CAIR PARA DENTRO narra a história de duas mulheres, Virgínia e Eugénia, unidas pela relação mãe-filha. Eugénia, a filha, não foi educada para ser um adulto independente e, embora seja professora universitária, a mãe controla o seu dinheiro, o seu tempo, proibindo-a até de ter telemóvel. Quando Virgínia começa a desenvolver sintomas de demência, Eugénia vê-se obrigada, deixando aquela infância artificial construída pela sua mãe, a crescer e a cuidar de todos os aspectos práticos da vida de ambas. Até descobrir que, no estado em que a mãe se encontra, a vingança é uma possibilidade. CAIR PARA DENTRO, volume que fecha a trilogia «Paternidades Falhadas», explora até ao limite as dificuldades das relações humanas e os dilemas morais que delas decorrem.

 

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Suite sem vista

Suite sem vista
Inês Fonseca Santos

 

Uma rapariga só em fria e claustrofóbica suite de hotel reconstrói-se contra angústias, ameaças, memórias, dores, medos, enfim, a perda. Assistimos, qual voyeur, a um corpo inteiro erguendo-se das cinzas. Com uma voz única na poesia contemporânea, Inês Fonseca Santos consegue neste curto volume o milagre de resgatar, pelas palavras, a esperança. Pelo menos, na literatura.

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Somos contemporâneos do impossível 

Somos contemporâneos do impossível
José Anjos

 

No novo livro de José Anjos, a poesia transfigura-se num palco, por vezes íntimo e discreto, noutras em forma de cidade tonitruante. Estas páginas são uma oficina em torno da criação do poema. A ideia de poema como exemplo de absoluta liberdade, como a única forma de afirmação de cada um como pessoa, torna-se manifesto lírico em defesa de um horizonte onde o humano se torna possível. Com uma intensidade única, desalinhado de modas e tendências, mas ciente da tradição, frágil na busca, e seguro no gesto, José Anjos constrói aqui um lugar mítico onde a infância vive virada para o mar, sempre a pensar em música. Uma experiência antiga e sem par. Talvez a de poder dançar em verso.

 

DEAMBULAÇÕES, de Carlos Barretto para ouvir aqui: www.abysmo.pt/somoscontemporaneosimpossivel

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ligados em rede 

Ligados em Rede

Autores vários


Os museus são os espaços privilegiados onde se conservam, se estudam e dão a conhecer objectos e memórias, procurando enriquecer o nosso conhecimento e a nossa experiência. Para descobrir os museus de Vila Nova de Famalicão convidámos treze Ilustradores, de várias gerações e todos os estilos (André Carrilho, Alex Gozblau, Marta Madureira, Cristina Sampaio, Bárbara R., Mantraste, Alberto Faria, Nicolau, Mariana, a Miserável, Esgar Acelerado, Cátia Vidinhas, Tiago Manuel, Patrícia Figueiredo), a criarem imagens que nos guiam em visita única aos museus deste Concelho. O resultado, além do puro prazer de desfrutar imagens, por exemplo sobre de figuras como Camilo Castelo Branco ou Bernardino Machado, e temas como Guerra Colonial ou o Surrealismo, resulta em ferramenta de promoção da museologia e cultura nacional.

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