Alcatrao 

 

Alcatrão

 

Luis Brito

 

Este talvez não seja o tom certo para um press release, mas pouco importa, serve para partilhar segredos. Andamos, autor e editor, há meses a discutir se devíamos apresentar este livro à sociedade como literatura de viagens. (Não que  a  dita  se  importe.)  À  primeira  leitura  parece  isso  mesmo,  sendo  escrito  na  primeira  pessoa,  passa  a  vida  a descrever paisagens e desafios à autoridade, ao saber e ao destino em percursos supostamente verídicos por lugares tão distantes ou tão próximos como Moçambique, Indonésia, Índia, Turquia, Argentina ou Chile.

Só que o autor foi um e voltou outro, o que raras vezes acontece na actual «literatura» de viagens, em que os outros voltam mais do mesmo. Descobre-se por aqui um fio narrativo que parte da autoconsciência como território primeiro, mas que ao andar vai desenhando o mapa, com situações, encontradas ou inventadas, e com elas desenvolve diálogos  apenas possíveis na melhor das ficçõe partir, mas terá que levar as botas pesadas com esta lama doravante sua: o deslumbramento quase cínicocom os detalhes  bicudos  dos  dias,  a  descrição  esculpida  a  navalha  da  paisagem,  a  atenção  aos  músculos  das  pernas  em movimento  e  aos  motores  automóveis  ainda  que  parados,  o  encantamento  com  o  outro  e  o  seu  olhar,  uma espiritualidade que lateja como o sangue nas veias,o desejo maior da fuga e os inevitáveis regressos.Com ou sem caminho,  estamos  perante  bela  obra  de  descoberta,  um  grito  que  se  ergue  acima  das  tempestades,  a  íntima  do autor, e a dos nossos dias, tão pública.

 

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Edição #19

 

Lisboa, Novembro 2013


Capa e logótipo convidado Rui Garrido
Revisão Raul Henriques


Composto em caracteres Sabon
sobre Renovaprint cinza de 100 g.
Capa em Conqueror texture antique diamante de 300 g.


ISBN 978-989-8688-06-4
14 x 20 cm
224 págs.

 

14,40 € (desconto de 10% sobre o PVP 16 €)

 

 

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