A Doença da Felicidade 

A Doença da Felicidade
Biografia de uma descoberta
Paulo José Miranda

E se a felicidade fosse uma doença? Partindo desta ideia simples, Paulo José Miranda, no estilo torrencial a que nos habituou, e sempre tendo a ironia em pano de fundo, faz-nos reviver o estranho universos das relações, as amorosas e as familiares, mas também as científicas e filosóficas. Como se tudo não passasse de uma teia de aranha, que tanto mais aperta quanto nos tentamos soltar. Um ensaio mascarado de novela? Uma dissertação científica que finge ser testemunho memorialista? Tudo será possível, mas como acontece nos seus romances-deriva, o tema, no caso o sempiterno da felicidade, não voltará a ter o sabor gourmet, aquele valor sexy que lhe é atribuído a torto e a direito.

PAULO JOSÉ MIRANDA nasceu em 1965, na aldeia de Paio Pires. Estudou música na Academia de Amadores de Música e no Hot Club. Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Letras de Lisboa. Publica o seu primeiro livro de poesia em 1997, A Voz Que Nos Trai, pela Cotovia, com o qual vence o Primeiro Prémio Teixeira de Pascoaes. Em 1998, torna-se membro do Pen Club. Nesse mesmo ano publica quatro livros, também pela Cotovia: A Arma do Rosto, poesia; O Corpo de Helena, teatro; e os dois primeiros livros de ficção, da sua trilogia do século XIX, Um Prego no Coração e Natureza Morta. Um ano depois, ganha uma bolsa de criação literária para escrever o último livro da trilogia, Vício, que será editado em 2001. Passa a viver em Istambul, com a cineasta turca Pelin Esmer. Recebe o Primeiro Prémio José Saramago, pelo livro Natureza Morta. Regressa a Istambul, depois de três meses em Macau, e viaja pelo Mediterrâneo e pelo Médio Oriente. Em 2002, publica mais dois livros na Cotovia: o livro de poesia Tabaco de Deus, e o de ficção O Mal, o livro em torno de Camilo Pessanha. Volta definitivamente a Lisboa no Outono de 2004, onde escreve Com O Corpo Todo (Ulisseia, 2011), América (Quetzal, 2008) e os ainda inéditos Mar Negro (ficção) e Água dos Céus (poesia). Começa ainda as cartas de amor que, em 2014, abysmo recolherá em Todas as Cartas de Amor. Em Julho de 2005 parte para o Rio de Janeiro onde escreve A Doença da Felicidade. Seis meses depois ruma a São Paulo, onde fica a viver por dois anos. Escreve a continuação das cartas de amor, o romance A Máquina do Mundo (abysmo, 2014) e mais dois ensaios ainda inéditos: um sobre Fernando Pessoa; e outro sobre Eça de Queirós e a tragédia grega. Em 2007, em São Paulo, conhece aquela que hoje é a sua mulher, a Áurea, e ruma a Curitiba. Em 2008 passa a viver em Florianópolis. Escreve o romance Filhas (Oficina do Livro, 2012) e a peça de teatro infantil Colmeiópolis – Um Dia na Colmeia (Escola Portuguesa de Maputo, 2013). Em 2011, muda-se para a Fazenda Rio Grande, zona rural de Curitiba, onde nasce Exercícios de Humano (abysmo, 2014)

 

 

Mais informação

 

Lisboa, Fevereiro 2015


Ilustrações e logótipo convidado José Manuel Saraiva
Revisão Raul Henriques

 

Composto em caracteres Sabon sobre Coral Book Ivory 100g
Caderno das ilustrações em couché mate 150 g
Capa em cartolina cromo 260 g

 

ISBN 978-989-8688-18-7
13,5 x 18 cm

 

96 págs
13,5 euros (desconto de 10% sobre PVP 15 euros)

 

 

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