Um Dia Nao Sao Dias 

 

Um Dia Não São Dias
António de Castro Caeiro

 

Paulo José Miranda, na apresentação:


«Há em UM DIA NÃO SÃO DIAS uma contínua busca pela identidade dos dias, pelas suas características específicas, pelo modo como eles se abrem à nossa consciência em cada uma das suas partes. Partes essas que também se nos apresentam distintas, com seus rostos bem definidos, como se pode ler:

 

O modo como “subimos” de quinta-feira de manhã até quinta-feira à noite é completamente diferente de como “subimos” por terça-feira acima. Em alguns países do Ocidente, é dia de saída nocturna. “Quinta-feira com sede”. A quinta-feira é um “laboratório” vivo do fim-de-semana.

Contudo, a agenda é a de um dia de semana. As tarefas às Quintas-feiras são executadas como se estivéssemos no ócio do fim-de-semana. A frescura com que são realizadas depende do horizonte aberto da possibilidade do tempo livre. Mesmo que não se saia quinta à noite, a possibilidade de sair é bastante para fazer vibrar a disposição do tempo sintonizada pelo tempo livre.

 

Se isto só por si não fosse argumento obrigatório para a leitura deste livro, exalto ainda as inúmeras e belas passagens da língua portuguesa enfrentando o mistério da existência, como esta:

 

O tempo todo é um lençol maciço de água que vem do futuro e como um réptil se aproxima sem ser notado.
Qual é a data de marcação de onde vem o futuro? Desde o primeiro instante encurta-se a distância relativamente ao derradeiro.


Mas, acima de tudo, estamos diante de um livro de um filósofo que nos mostra algo novo. Não só a identidade particular dos dias, mas como estes e só estes têm legitimidade de mostrar a relação específica do humano com o tempo. O humano não é tempo à imagem de uma árvore ou de um planeta, plantado numa qualquer galáxia do universo, seja ele finito ou infinito. O humano é tempo plantado na semana, plantado na relação que os dias estabelecem entre si e a relação que entre eles se estabelece com a existência humana. Deus criou o mundo em sete dias, numa semana; o filósofo ANTÓNIO DE CASTRO CAEIRO entendeu.»

 

 

Mais informação

 

Edição #36
Colecção Fósforo #01


Lisboa, Junho 2015


Design e logótipo convidado José Teófilo Duarte
Revisão Raul Henriques


Composto em caracteres Rongel sobre Munken 100 g
Capa em cartolina mate 300 g
ISBN: 978-989-8688-22-4
10,5 x 25 cm
152 págs
 
PVP 9 euros (desconto de 10% sobre PVP 10 euros)


 

Veja como encomendar.