autismo 

Autismo
Valério Romão
2ª Edição

 

Nas urgências do hospital, um casal tenta desesperadamente saber em que estado se encontra o filho atropelado. A escrita teatral de Valério Romão atrai-nos para uma espiral vertiginosa onde conheceremos a solidão e o falhanço, a crueldade de uma condição que afecta todos aqueles que toca, a impotência face aos médicos ou à escola e, em suma, o desespero de uma família contemporânea, mas também, e sobretudo, a luta abnegada, a obstinação, a força onde não havia forças e, claro, o amor. O desfecho de Autismo, primeira abordagem literária, entre nós, desta doença incapacitante, é surpreendente E o retrato que traça bastante perturbador.

Traduzido para francês em 2016, foi finalista do Prix Femina.


E de repente, como que do nada, aparece um livro tremendo, brutal de tão honesto, sobre um casal que descobre no filho, os sinais de uma doença que o isola do mundo e do afeto dos pais. Inspirado na sua própria experiência, Autismo (2012) revela um escritor capaz de tocar nas feridas humanas mais fundas (sem cair no sentimentalismo) e de refletir o mal-estar de toda um geração.

Expresso


Falar no batido murro no estomago é pouco: Romão vai directamente à jugular. Num livro impiedoso, que impressiona pela proximidade entre enredo e biografia, sem que a escrita se confunda com qualquer espécie de registo diarístico ou onanista. O autor pode estar a exorcizar os seus fantasmas, mas fá-lo com uma capacidade única de meter o leitor dentro da sua casa assombrada.

Time Out


Com Autismo, o português Valério Romão oferece um primeiro romance virtuoso, irónico e dilacerante em torno da vida de uma criança. Um escrita a acompanhar.

Le Point


No seu primeiro romance, feito de raiva e violência, Valério Romão evoca a impotência dos próximos dos doentes, desarmados perante o silêncio do corpo médico. A situação, absurda, torna-se por vezes brutalmente cómica quando a tensão se torna insuportável. Esta narrativa poderosa, na qual as vozes das personagens alternam em polifonia desabrida, derramando-se em fluxo de consciência ou em diálogos feitos à navalha, explora sobretudo o modo desajeitado como o autismo é assumido nas nossas sociedades contemporâneas: falta de estruturas, respostas inadaptadas dos profissionais, oferta variada de terapias alternativas com motivações duvidosas…

Le Monde des Livres


Cru, visceral, este romance é um retrato. Não um retrato do autismo, mas o retrato de um pai que sofre, que soçobra, esmagado a cada dia um pouco mais pela realidade que devora a toda a sua vida parental.

Books


Autismo é uma obra de leitura pungente, na qual a vida quotidiana, com os seus rancores, as suas incompreensões, ocupa o espaço todo, por não poder oferecê-lo ao importa mais: o acolhimento pela comunidade daquele ser humano emparedado pelo silêncio. Uma bofetada na cara, assim é este primeiro romance onde a virtuosidade não leva nunca a melhor à emoção.

L’Humanité


>Uma obra maior, justamente mantida pelos jurados do Prémio Femina até ao último dia do escrutínio neste Outono, que faz ouvir a voz de um escritor europeu que ainda não acabou de perturbar o sono dos seus contemporâneos.

Le Figaro


Uma das mais notáveis realizações da ficção de Valério Romão é a de dar tocar, quase como se de texturas se tratasse, a longa paleta de emoções que estreita [os personagens]: a tristeza, a vergonha, a aceitação, o amor (filial, de duas gerações, conjugal e a sua corrosão).

La Croix

 

 

Ilustrações e logótipo convidado
Alex Gozblau
Composto em caracteres Sabon
sobre papel Coral Book Ivory 100 g.
Caderno das ilustrações em couché mate 150 g.
Capa em cartolina cromo 260 g. com badana
13 x 18 cm,  384 págs.


PVP 16,20 euros (desconto de 10% sobre o PVP 18 €)

 


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