Insanus 

Insanus
Carlos Querido

 

Os personagens dos contos de INSANUS são vultos furtivos que frequentam insones a noite, confundem-se com as sombras que os perseguem e ensurdecem vozes interiores de censura e de culpa. Os diálogos nunca chegam a sê-lo. Não passam de monólogos com ecos, ressonâncias que se refletem, se repetem e se perdem nas arestas cortantes dos labirintos onde cada um consome a sua existência.
Diz o velho ditado atribuído a um filósofo, que os que dançam são julgados insanos por aqueles que não podem escutar a música. O mesmo se passa com quem ouve vozes interiores inaudíveis para o resto do mundo.

A insanidade de cada personagem é a errância solitária por caminhos que não escolheu, perante o olhar distante e indiferente de quem lhes poderia alterar os destinos.
Há palavras e silêncios irrespiráveis, náufragos que se perdem no mar, que pode ser um deserto, um gato que regressa do passado, um mendigo invisível nos seus andrajos, estátuas que invadem uma pequena cidade termal, um surfista, alguns suicidas, uma mulher que tem o corpo do marido a apodrecer em casa, um pistoleiro sem nome, dois pregadores, um unicórnio e muitos outros personagens, todos eles numa revolta final e inútil contra o seu desolado criador.

 

 

Ver mais informação
 

Edição #61
Lisboa, Julho 2017
 
Capa e logótipo convidado Sal Nunkachov
Revisão Noémia Machado
Composto em caracteres Sabon sobre Cyclus Offset 100 g/m2.
Capa em Chromocard 200 g/m2
 
ISBN 978-989-8688-51-4
 
PVP 11,7 euros (desconto de 10% sobre o PVP 13 €)

 


Veja como encomendar.