Um Dia Nao Sao Dias 

 

Um Dia Não São Dias
António de Castro Caeiro

 

Paulo José Miranda, na apresentação:


«Há em UM DIA NÃO SÃO DIAS uma contínua busca pela identidade dos dias, pelas suas características específicas, pelo modo como eles se abrem à nossa consciência em cada uma das suas partes. Partes essas que também se nos apresentam distintas, com seus rostos bem definidos, como se pode ler:

 

O modo como “subimos” de quinta-feira de manhã até quinta-feira à noite é completamente diferente de como “subimos” por terça-feira acima. Em alguns países do Ocidente, é dia de saída nocturna. “Quinta-feira com sede”. A quinta-feira é um “laboratório” vivo do fim-de-semana.

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Ganisse 

 

Gnaisse
Luís Carmelo

Um professor está apaixonado por uma aluna que gosta de Nietzsche, de bonsais e de garrafas de gás. A aluna desaparece subitamente. O professor frequenta então um templo religioso, faz promessas, é invadido por sonhos que o avisam dos perigos que corre e, um dia, muda de casa e volta a fumar. Na nova casa, há uma vizinha que grita a certas horas da noite. O professor tem saudades da aluna.

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Manual 

Manual de Instruções para Desaparecer
(trinta e quatro poemas ao tempo dos lírios)

 

«Esta primeira edição de MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA DESAPARECER, de JOSÉ ANJOS, ganha tudo porque é sabido que estar farto da vida, neste não querer saber de tectos e proezas, ainda nos segura mais a ela, apesar de o punhal ir bem fundo, até à raiz dessa coisa tenebrosa: a poesia.»

 

Maria Quintans

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Albertine, o Continente Celeste 

 

 

Albertine, o
Continente
Celeste
Gonçalo Waddington

 

 

A COLECÇÃO PALCO nasce, em colaboração com o TEATRO MUNICIPAL S. LUIZ, em Lisboa, para manter em cena, muito para além do fim da temporada, as peças que por ali passem. Suba o pano para uma das mais recentes e desafiantes, que será lançada, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Teatro, já no próximo dia 26, pelas 20h30, no Jardim de Inverno do S. Luiz, com apresentação de Miguel Loureiro e leituras de Carla Maciel.

 

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Eter 

 

Éter
Sete narrativas,
seguidas de contragolpe
António Cabrita

 

Em ÉTER, António Cabrita reúne sete narrativas urbanas, que se localizam nos dois países em que tem alternado a sua vida: Portugal e Moçambique. São sete histórias com distintas estratégias narrativas, tal como são variados os seus temas, sendo contudo transversal uma idêntica tensão entre a memória pessoal e o esquecimento colectivo, bem como a escrita peculiar do autor de A Maldição de Ondina.

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A Doença da Felicidade 

A Doença da Felicidade
Biografia de uma descoberta
Paulo José Miranda

E se a felicidade fosse uma doença? Partindo desta ideia simples, Paulo José Miranda, no estilo torrencial a que nos habituou, e sempre tendo a ironia em pano de fundo, faz-nos reviver o estranho universos das relações, as amorosas e as familiares, mas também as científicas e filosóficas. Como se tudo não passasse de uma teia de aranha, que tanto mais aperta quanto nos tentamos soltar. Um ensaio mascarado de novela? Uma dissertação científica que finge ser testemunho memorialista? Tudo será possível, mas como acontece nos seus romances-deriva, o tema, no caso o sempiterno da felicidade, não voltará a ter o sabor gourmet, aquele valor sexy que lhe é atribuído a torto e a direito.

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Regressar a casa 

 

 

Regressar a Casa com Manuel António Pina
Inês Fonseca Santos

Regressar a Casa com Manuel António Pina é um objecto composto por paredes, portas e escadas, que se podem abrir e fechar, subir e descer, consoante o plano em que se quiser posicionar quem por aqui passar. São ainda as paredes, as portas e as escadas da casa que Manuel António Pina abriu para uma conversa com Inês Fonseca Santos e Pedro Macedo e as da obra que construiu para o leitor habitar. Reúne, por isso, uma entrevista ao escritor, um ensaio sobre a sua obra poética e uma curta-metragem documental sobre o tema da casa.


«Nos meus poemas, há sempre alguém que está a subir as escadas. Mas são as escadas que dão acesso à casa. Digamos que pode ser esta. Casa, apartamento, qualquer coisa.»

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As Caldas de Bordalo 

 

As Caldas de Bordalo
Isabel Castaneira


Começaram por ser crónicas da caldense ilustre, ISABEL CASTANHEIRA, que, ao longo de anos, alegraram as páginas d’A Gazeta das Caldas, mas cresceram até se tornarem agora um álbum profusamente ilustrado à maneira das publicações bordalianas, com o toque contemporâneo do designer MIGUEL MACEDO. São 89 Passos a rasgar a cidade, fazendo-nos acompanhar Rafael Bordalo Pinheiro em busca dos vestígios da sua estada. As Pausas para descanso são aproveitadas para chamar a intervir um ou outro dos autores clássicos.

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Da Familia 

 

Da Familia

Valério Romão

Um dos mais desafiantes escritores da actualidade regressa com um conjunto de 11 contos, alguns deles anteriormente publicados em revistas como Grantaou Egoísta. Em estilo de grande crueza lírica, expande aqui  o  seu  universo  para  o  tema  omnipresente  da  família,  desenhando  com  inusitada  autenticidade extraordinárias personagens e ambientes apocalípticos.

 

Na capa, um pequeno espelho, que o tempo e o uso riscarão, lembra que ninguém, nenhum dos incautos leitores, consegue escapar do retrato de família, uma qualquer família.

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A PALAVRA PERDIDA
INÊS FONSECA SANTOS
MARTA MADUREIRA

 

O Manuel perdeu uma palavra. Confirmou nos bolsos, onde costuma carregar palavras, passeá-las, e faltava-lhe uma. Não sabe exactamente que palavra é. Ou que palavra era. Ou que palavra foi. Pede ajuda aos amigos e aos primos. Para saber que palavras ainda guarda nos bolsos (que é como quem diz: no coração e debaixo da língua), tem que descobrir a palavra perdida. Terá?
 
Este é o primeiro livro para a infância e juventude de Inês Fonseca Santos, que encontrou em Marta Madureira a intérprete certa para acompanhar com imagens desafiantes esta pequena viagem de descoberta da linguagem. Quase sem querer, o narrador descobre a importância das palavras para com elas descobrir o mundo e nomear as suas «partes»: as ruas, as casas, a família. O ritmo poético da narrativa vai sendo ilustrado, de modo quase abstracto, mas orgânico, por um conjunto de pequenas peças que nos ajudarão a compor, como num jogo, um destino. Para o Manuel personagem, mas também para nós seus leitores-parceiros.

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Pelos Olhos Dentro
40 Imagens Para Abril
 
Vários Autores

 

Lisboa, Julho 2014

 

«25 de Abril de 74, 40 anos depois. Como é? Como estamos? Como nos sentimos? Como nos vemos?
40 artistas partilham os seus olhares, as suas críticas, as suas esperanças. Para uns, o cravo de Abril perdeu o viço, a cor, a pomba da paz jaz acorrentada e moribunda, a nova geração de Abril engorda sebosamente e afoga-se no próprio vómito. Para outros, Abril permanece e torna-se, de novo, a única saída, para uma porta aberta para escapar desta escuridão de breu e o abraço da fraternidade continua a estender-se por todas as raças, credos e continentes.

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NÃO NOS IMPÕEM AS MEMÓRIAS, QUE NOS PERMITEM PERTENCER

Vanessa Godinho

 

O território destas memórias «que nos permitem pertencer», é a ilha Brava, a mais pequena do arquipélago de Cabo Verde. Ilha em que «as casas eram tão brancas que o sol, quando se incendiava, ateava a cal de reflexos que podiam cegar qualquer desprevenido» e em que as «lágrimas silenciosas» da avó Isabel «desciam pelos sulcos das rugas castanhas, como chuva de terra seca.» É aí que a protagonista, de treze anos, aprende que «não ficamos crianças para sempre.»

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A COLHEITA DOS DIAS

Valesca de Assis

 

Um romance que acontece dentro das circunstâncias da aculturação entre as diversas etnias que povoaram o Sul do Brasil, desde o século XVIII. No entanto, é um romance intimista, pois o foco está no que cada cultura imprimiu na personalidade dos protagonistas.
 
VALESCA DE ASSIS nasceu em Santa Cruz do Sul, RS, cursou Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e é especialista em Ciências da Educação, pela mesma Universidade. Mora em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Estreou-se em 1990, com A valsa da medusa, a que se seguiram A colheita dos dias, O livro das generosidades, Harmonia das esferas, Todos os meses, Diciodiário, Vão pensar que estamos fugindo e Um dia de Gato. Está incluída em várias antologias e tem um e-book, publicado pela Tertúlia e-books, de Portugal, Tábua dos Destino.

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O TODO PELA PARTE

Liliana Ribeiro

 

Aqui não se toca violino. Não se toca coisa alguma. Coisas naturalmente e sem violinos. Coisas que se cansam, dividem e morrem. Historiazinhas do reino do estrabismo, dos que crêem que a parte possa ser o todo.
 
LILIANA S. RIBEIRO nasceu em 1979. Até aos 18 anos viveu em Ribeira de Pena, Trás-os-Montes, onde a vida se cumpria numa rua principal, a escola era a salvação contra o tédio e o rio Tâmega abismo dos contrários. Passou pela sociologia – mudou, pela arte contemporânea – procrastinou, pelo teatro – morreu. É psicóloga. Às vezes, corredora de fundo. Gosta da ideia de itinerância e de ser gémea – falsa. Vive no Porto.

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TODAS AS CARTAS DE AMOR

Paulo José Miranda

«Quando li pela primeira vez estas setenta cartas de amor, do Paulo José Miranda, fiquei desconfiada: se não tivesse o nome do autor na primeira página, teria a certeza de que estes textos tinham chegado ao papel pela mão de uma mulher. Se são hoje muitos os casos em que um homem canta o corpo da mulher, poucos são aqueles em que esse corpo, de todos os modos e por todos os lados desejado, é também alma – alma a revis(i)tar com a mesma intensidade com que se revis(i)ta a pele de quem se ama. Sendo certo que as almas caem, com mais peso que os corpos, no abismo; são mais vulneráveis a condenações. Acrescente-se que menos ainda são os casos em que o homem tanto e de tão longe se demora na impossibilidade do amor – escrevendo-o, isto é, cristalizando essa mesma impossibilidade, assumindo-a como sua, tomando-a só para si: "Não é o teu rosto que chora, mas quem o desenha no coração das árvores."

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A MÁQUINA DO MUNDO 

 

A MÁQUINA DO MUNDO

Paulo José Miranda

«Gosta de jogar? Joga-se sempre pelo poder de ganhar. Mas só as máquinas nos dão esse poder de mandar no mundo. As máquinas tornaram-nos os senhores do mundo. Mas se em vez de senhores somos afinal  escravos? Se em vez de jogadores somos peças, personagens, bonecos? Se a máquina que pensamos comandar​ é a máquina que nos comanda a nós? Se em vez de jogadores somos apenas peões, que a cada erro, perdem mais uma vida. Se em vez de sermos nós os torturadores somos nós os torturados? Estamos dentro ou fora do jogo, dentro ou fora do ecrã, dentro ou fora da vida? Estas palavras que estamos a ler querem dizer que o  jogo já começou?  E se aceitarmos a partida ganhamos o jogo ou perdemos a última vida?»

 

Joana Emídio Marques

 

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EXERCÍCIOS DE HUMANO 

 

EXERCÍCIOS DE HUMANO

Paulo José Miranda


«A palavra "de" no Título EXERCÍCIOS DE HUMANO é ambivalente. Pode querer dizer exercícios que versam sobre o humano. Pode também querer dizer que é o Humano a origem e a proveniência dos próprios exercícios. O humano existe no reino intermédio entre o animal e Deus. Não é já só mero animal e não é ainda Deus. Ou talvez seja ambos. Partilhamos a vida num mundo com outros. O nosso nascimento está condicionado pela morte e o limiar que é a morte é pensado a partir do interior "crónico" da vida humana. Estes exercícios são executados a partir do coração da existência continuamente a deixar de ser e do lado fora do mundo. Expõem-nos como símbolo, a metade da metade que nos faria inteiros e não apenas uma sombra de nós próprios. São escritos a partir do limiar onde há ainda a haver de nós.»

 

António de Castro Caeiro

 

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40 X ABRIL

 
Autores vários


São 20 ilustrações e outros tantos poemas num livro que se desdobra de mil modos para celebrar a liberdade, mergulhando raízes na utopia e sem esquecer aquilo que o presente nos exige em nome de um futuro distinto. Em fundo, ouve-se o Zé Mário Branco, suando em FMI. Vá-se lá saber porquê…

 

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VIDAS INSTÁVEIS

 

António Mega Ferreira
com pinturas de João Queiroz


VIDAS  INSTÁVEIS reúne  nove  ensaios  de  ANTÓNIO  MEGA  FERREIRA que  apresentam  sob  nova  luz  (e sombra)  figuras  tão  díspares  como  Leonardo,  Balzac, Jünger  ou  Marilyn.  Com  a  mestria  que  lhe  é reconhecida,  o  autor  mergulha  no  enigma  de  um  conjunto  de  personagens  indispensáveis  para  a compreensão das artes e letras ocidentais. João Queiroz pintou, para cada uma delas, as paisagens em que se movem. A edição é particularmente cuidada e revisita – através dos nove dípticos que reproduzem as pinturas – a tradição das estampas que, em tempos, pontuavam a narrativa dos velhos romances com cor.

 

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INÉRCIA

 

André Carrilho


INÉRCIA contém, distribuídos por 150 páginas, mais de 80 desenhos feitos ao longo de dois anos, retratando inúmeras paisagens tocadas pelo olhar de ANDRÉ CARRILHO em três continentes, do interior de Portugal às praias do Pacífico, de Lisboa a Macau. O autor, que domina como ninguém uma ferramenta chamada computador, resolveu regressar ao básico: papel, tintas e dramatismo. São momentos arrancados à realidade, postais para sempre fixados em cadernos de pequenas dimensões agora dispersos. Podem agora continuar em andamento, vencendo a inércia, em livro que reúne ainda pequenos textos diarísticos (com sabor a sal e outros temperos).

 

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