A MÁQUINA DO MUNDO 

 

A MÁQUINA DO MUNDO

Paulo José Miranda

«Gosta de jogar? Joga-se sempre pelo poder de ganhar. Mas só as máquinas nos dão esse poder de mandar no mundo. As máquinas tornaram-nos os senhores do mundo. Mas se em vez de senhores somos afinal  escravos? Se em vez de jogadores somos peças, personagens, bonecos? Se a máquina que pensamos comandar​ é a máquina que nos comanda a nós? Se em vez de jogadores somos apenas peões, que a cada erro, perdem mais uma vida. Se em vez de sermos nós os torturadores somos nós os torturados? Estamos dentro ou fora do jogo, dentro ou fora do ecrã, dentro ou fora da vida? Estas palavras que estamos a ler querem dizer que o  jogo já começou?  E se aceitarmos a partida ganhamos o jogo ou perdemos a última vida?»

 

Joana Emídio Marques

 

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EXERCÍCIOS DE HUMANO 

 

EXERCÍCIOS DE HUMANO

Paulo José Miranda


«A palavra "de" no Título EXERCÍCIOS DE HUMANO é ambivalente. Pode querer dizer exercícios que versam sobre o humano. Pode também querer dizer que é o Humano a origem e a proveniência dos próprios exercícios. O humano existe no reino intermédio entre o animal e Deus. Não é já só mero animal e não é ainda Deus. Ou talvez seja ambos. Partilhamos a vida num mundo com outros. O nosso nascimento está condicionado pela morte e o limiar que é a morte é pensado a partir do interior "crónico" da vida humana. Estes exercícios são executados a partir do coração da existência continuamente a deixar de ser e do lado fora do mundo. Expõem-nos como símbolo, a metade da metade que nos faria inteiros e não apenas uma sombra de nós próprios. São escritos a partir do limiar onde há ainda a haver de nós.»

 

António de Castro Caeiro

 

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40 X ABRIL

 
Autores vários


São 20 ilustrações e outros tantos poemas num livro que se desdobra de mil modos para celebrar a liberdade, mergulhando raízes na utopia e sem esquecer aquilo que o presente nos exige em nome de um futuro distinto. Em fundo, ouve-se o Zé Mário Branco, suando em FMI. Vá-se lá saber porquê…

 

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VIDAS INSTÁVEIS

 

António Mega Ferreira
com pinturas de João Queiroz


VIDAS  INSTÁVEIS reúne  nove  ensaios  de  ANTÓNIO  MEGA  FERREIRA que  apresentam  sob  nova  luz  (e sombra)  figuras  tão  díspares  como  Leonardo,  Balzac, Jünger  ou  Marilyn.  Com  a  mestria  que  lhe  é reconhecida,  o  autor  mergulha  no  enigma  de  um  conjunto  de  personagens  indispensáveis  para  a compreensão das artes e letras ocidentais. João Queiroz pintou, para cada uma delas, as paisagens em que se movem. A edição é particularmente cuidada e revisita – através dos nove dípticos que reproduzem as pinturas – a tradição das estampas que, em tempos, pontuavam a narrativa dos velhos romances com cor.

 

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inercia 

 

INÉRCIA

 

André Carrilho


INÉRCIA contém, distribuídos por 150 páginas, mais de 80 desenhos feitos ao longo de dois anos, retratando inúmeras paisagens tocadas pelo olhar de ANDRÉ CARRILHO em três continentes, do interior de Portugal às praias do Pacífico, de Lisboa a Macau. O autor, que domina como ninguém uma ferramenta chamada computador, resolveu regressar ao básico: papel, tintas e dramatismo. São momentos arrancados à realidade, postais para sempre fixados em cadernos de pequenas dimensões agora dispersos. Podem agora continuar em andamento, vencendo a inércia, em livro que reúne ainda pequenos textos diarísticos (com sabor a sal e outros temperos).

 

Vimeo

 

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ritornelos 

 

RITORNELOS
seguido de
CÂNTICOS DA FLORESTA
e
LITANIAS


Joana Emídio Marques


Ritornelos é uma forma musical que reenvia para as lengalengas e cantilenas infantis, para uma ideia de retorno através da repetição, uma memória dos antigos profetas: a palavra é pergunta e resposta, cada vez que se repete é a mesma e é outra, inaugura um espaço novo, um tempo novo. É em torno deste perpétuo movimento da palavra que surgem RITORNELOS, CÂNTICOS DA FLORESTA e LITANIAS, os três livros que reúnem o trabalho poético de Joana Emídio Marques, jornalista de cultura e moda do Diário de Notícias.

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Alcatrao 

 

Alcatrão

 

Luis Brito

 

Este talvez não seja o tom certo para um press release, mas pouco importa, serve para partilhar segredos. Andamos, autor e editor, há meses a discutir se devíamos apresentar este livro à sociedade como literatura de viagens. (Não que  a  dita  se  importe.)  À  primeira  leitura  parece  isso  mesmo,  sendo  escrito  na  primeira  pessoa,  passa  a  vida  a descrever paisagens e desafios à autoridade, ao saber e ao destino em percursos supostamente verídicos por lugares tão distantes ou tão próximos como Moçambique, Indonésia, Índia, Turquia, Argentina ou Chile.

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dalailima 

 

Os Pensamento do Dalai Lima

 

Jorge Lima

 

Vamos ao essencial, que não há tempo. E por isso encolhemos aqui um prefácio, embora de peito aberto.  Fomos ficando mestres na arte de nos encolhermos fingindoque somos toureiros. E o boi chama-se pelo nome: presente.
Pensamentos, de Dalai Lima, fez-se o maior dos presentes: um livro que reúne cada livro de todos os géneros num só  volume,  portátil e  grandioso. Pode  ser  lido  como uma  reportagem,  com  suprema  atenção  ao  modo como  nos dizemos, até nas revistas cor-de-rosa, mas mergulhando raízes nas tradições, por exemplo, na bíblica,  na mitologia, no zen, na sabedoria mais mística. Pode, portanto,  ser lido como livro de auto ajuda,

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Camoes 

 

Camões e a Viagem Iniciática

 

Helder Macedo

 

Os mais atentos leitores e estudiosos de LUÍS DE CAMÕES conhecem bem o arrojo e a ousadia destes ensaios sobre a épica e a lírica do poeta, que tiveram primeira edição em 1980, na Moraes, e desde então constam de qualquer  bibliografia  sobre  o  tema.  Acrescentados  de  um  olhar,  inédito,  sobre as irreverentes Cartas, que  assim  completa  o  retrato  fulgurante  que  o  ensaísta,  e  professor  do  King’s  College,  Helder  Macedo soube construir, foram reeditados este ano no Brasil, pela Móbile, e são agora postos à disposição entre nós  para  que  melhor  se  perceba  o  quanto  de  vanguarda  transporta  o  clássico  dos  clássicos. 

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O da Joana

 

Valério Romão

 

Joana  e  Jorge  esperam  por  um  filho  há  oito  anos.  Mudaram  três  vezes  a  cor  do  quarto  da  criança:  a ansiedade  era  muita.  Naquela  noite,  aos  sete  meses  de  gravidez,  quando  rebentam  as  águas  de  Joana, Jorge apanhou-se a pensar que talvez haja males quevêm por bem e que isso significasse um parto mais fácil. O drama explode no hospital quando algo corre mal. Joana pede então ao médico que simule uma normalidade dando início a um longo itinerário interior que a leva, à personagem e a nós, leitores, numa viagem de montanha russa à loucura.

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Casinha dos Prazeres

 

Jean-François de Bastide

 

Jean-François de Bastide (Marselha, 1724 – Milão, 1798), o autor deste   A CASINHA DOS PRAZERES, que hoje se dá pela primeira vez em português, encontra-se entre os cultores da literatura libertina, embora quase todas as suas obras tenham passado praticamente despercebidas e não lhe tenham sequer granjeado um lugar no panteão  dos autores libertinos do seu século: Duclos, Voisenon,Restif de la Bretonne, Chevrier, Dorat.

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Silencio 320 

 

Silêncio

 

Ricardo Ben-Oliel

 

Nunca até agora Israel havia sido desvendado deste modo, a partir de dentro. Mas os contos de SILÊNCIO não se prendem a uma geografia, antes transcendem fronteiras, as dos países, e sobretudo as das culturas e  suas  gentes.  As personagens,  feitas  de  uma  carne  que  quase  se  deixa  tocar,  encontram-se invariavelmente  enredadas  num  destino  trágico  e  banal,  para  o  qual  pouco  contribuíram  e  do  qual dificilmente escaparão. A liberdade existe? E para que serve o riso?

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A Maldição de Ondina

 

António Cabrita

 

Moçambique. Raúl, agente da PIC (Polícia da Investigação Criminal/ a Judiciária local), faz uma investigação privada aos  meandros  de  uma  sombreada  conspiração  do  Estado para  abortar  uma  cisão  do  partido  governamental, que visava fundar um novo partido político e criar uma verdadeira oposição no país, quando é surpreendido pelos crimes de um  serial killer que deixa nos bolsos das vítimas umas mensagens que reportam a certos livros referenciais da história da literatura.

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naevusb 

Naevus
Rui Baião

Edição #09


Gravura
Thierry Simões


Logótipo convidado
Alex Gozblau


Revisão
Luis Manuel Gaspar

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Hipopótamos em Delagoa Bay

 

Carlos Alberto Machado

 

Hipopótamos em Delagoa Bay é um tratado de cobardia sem mestre. Um ajuste de contas com a traição. Um inventário de escombros. Um elucidário de sonhos. Um jogo de memórias. Um ordálio. Uma expiação. Política. Corpos. Paixão. Linguagem.

 

Hipopótamos em Delagoa Bay é romance de tudo isto. Sempre atravessado por uma dúvida: «houve aqui alguém que se enganou»?

 

 

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jonas 

 

A Habitação de Jonas

 

Inês Fonseca Santos

 

Edição #13

 

Ilustrações e logótipo convidado

 

Ana Ventura


Revisão

 

Luís Manuel Gaspar

 

Caderno de 32 páginas composto em caracteres Bauer Bodoni sobre papel Renova print 140gr

 

E seis ilustrações  em Munken Pure 240gr numa caixa

 

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No Labirinto do Centauro
Rui Vieira

 

Edição #11

 

Ilustrações e logótipo convidado

Tiago Manuel

 

Composto em caracteres Sabon sobre papel Munken Print Cream 100 g.
Caderno das ilustrações em Couché mate 120 g.

Capa em Couché mate 350 g. com badana.

 

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O Comboio das Cinco 

 

O Comboio das Cinco

Luis Afonso

 

"Este primeiro livro de Lopes, o escritor pós-moderno, é, como não podia deixar de ser, uma história para os dias de hoje. Um professor perdido no Alentejo, quase sem sair do mesmo sítio, vê-se envolvido numa vertiginosa aventura que o levará longe, a um desfecho inesperado. Que se pode dizer? Este livro dava um filme. Ou não fosse Lopes uma criação de Luís Afonso."

 

Este livro contém Indicadores de Qualidade Literária

 

 

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Caríssimas 40 Canções

Sérgio Godinho e as Canções dos outros 

 

No ano em que foi celebrando uns bem medidos 40 anos de canções, Sérgio Godinho abordou, em crónica semanal no jornal Expresso, outras tantas canções de amigos e conhecidos ou isso se tornaram depois de ouvidos, apesar de terem desaparecido ou nunca se terem cruzado. Aqui se reúnem esses textos, revistos e aumentados, que

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autismo

Autismo

Valério Romão 

 

«Eu acho que o Henrique é 
Faltava só uma palavra, era o parto ao contrário, já tinha saído o corpo todo e faltava unicamente a cabeça da frase, o cérebro da frase, o complemento que dava o significado integral à frase e Rogério, como um carro que desaprendesse de arrancar à primeira, soluçava num martírio solitário as sílabas até que a frase, gradualmente, fosse na cabeça só som, perdesse o contorno do significado e fosse apenas a música aleatória que as consoantes fazem quando se acasalam com algumas vogais selectivas e Marta, do seu lado, esperava pelo fim da frase com os pés bem calcados no soalho do carro, com as mãos a agarrarem os estofos com a força possível, como todo o corpo eriçado como um gato a quem quisessem tirar da caixa no veterinário.
O Henrique, Marta, eu acho que ele é autista.»

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